Jornal da Região

Auricchio é investigado e pode ser cassado por caixa dois

Jun 12, 2018

Sistema de pesquisa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou que o pagamento de R$ 293 mil reais ao prefeito de São Caetano do Sul, foi feito por “laranja”.
O envolvimento de José Auricchio Júnior (PSDB) no esquema de campanha foi descoberto durante a investigação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) que resultou na cassação do mandato do vereador da capital Camilo Cristófaro (PSB), na quinta-feira (07/06).
De acordo com o Ministério Público, foi constatado que tanto os R$ 293 mil reais recebidos por Auricchio (PSDB), quanto os R$ 6 mil reais doados ao socialista, partiram de uma mesma doadora, Ana Maria Camparini Silva.
Para o juiz eleitoral que decretou a cassação de Cristófaro (PSB), há indícios de que a mulher foi usada como laranja ou que houve um esquema de caixa dois. Além de Cristófaro (PSB) e Auricchio (PSDB), também foram beneficiados os candidatos a vereança Luiz Vencigueri com R$ 57 mil reais e Roberto Vagner Ribeiro Barbato com R$ 39 mil reais, ambos filiados ao PSDB de São Caetano e que não foram eleitos. Roberto Barbato assumiu a cadeira de vereador dia 05 de junho, substituindo o vereador Eduardo Vidoski (PSDB), que está de licença.
O Ministério Público contestou as doações após atestar a incapacidade econômica da doadora. Em 2015, Ana Maria Camparini Silva não declarou renda, nem bens à Receita Federal e estava registrada como desempregada no Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged).
Nada a declarar
Diante da repercussão do caso, o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) tem evitado a imprensa e não fez pronunciamento público prestando contas dos quase 300 mil reais recebidos supostamente de forma fraudulenta. Em nota, a assessoria de imprensa do prefeito de São Caetano apenas informou que as contas de Auricchio foram aprovadas. “Todas as doações recebidas foram declaradas com transparência e as contas da campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”, disse a nota.

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