Jornal da Região

Base de Auricchio rejeita projeto popular de extinção da taxa do lixo

Jun 29, 2018

Mesmo com forte pressão dos moradores, os vereadores de São Caetano do Sul rejeitaram o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) pelo placar de 13 votos a cinco, na última terça-feira, 26/06.

A favor do projeto votaram a bancada do PP com Chico Bento e Jander Lira, a bancada do PR com Cesar Oliva e Ubiratan Figueiredo e o tucano Ricardo Andrejuk.
Muita confusão marcou a votação no plenário da Câmara. A Guarda Civil Municipal (GCM) impediu a entrada de uma parte da população que queria acompanhar os trabalhos alegando que o Plenário já estava lotado – boa parte por funcionários comissionados. Os ex-vereadores Fabio Palacio, Jorge Salgado e Roberto do Proerd também ficaram de fora. Na confusão, gás de pimenta foi usado para dispersar os munícipes e uma jornalista acabou sendo agredida por um GCM. O líder do prefeito na Câmara, Tite Campanella (PPS), afirmou que esse tipo de comportamento não pode acontecer. “A imprensa tem direito de fazer a cobertura dos acontecimentos e este fato pode ser motivo até de sindicância caso haja solicitação”.

Votação - A surpresa ficou por conta do vereador Ricardo Andrejuk (PSDB) ser favorável ao projeto de iniciativa popular. “Entendo que 15 mil assinaturas de moradores são algo muito significativo. Consultei meu grupo e resolvi votar a favor”, afirmou o tucano.
O fato causou desconforto na bancada de sustentação. O vereador Sidão da Padaria (MDB) foi um dos mais nervosos com o posicionamento do parlamentar, chegando a discutir em alto tom com o presidente da Câmara Pio Mielo (MDB). O líder de governo, Tite Campanella, tentou por panos quentes. “Cada um tem seu livre arbítrio”. No entanto, o líder entende que a bancada deveria seguir unida “na alegria e na tristeza”.
Tite também falou que o governo deverá mandar um projeto – após o recesso – que corrige as distorções nas cobranças. “Hoje temos sete faixas de cobrança, e passaremos a ter dez faixas de contribuição corrigindo as distorções e deixando-as muito mais baratas do que elas são hoje” afirmou o líder do governo.
Para Jander Lira (PP), que votou a favor da revogação da taxa, o fato de o prefeito revisar a taxa é prova de que há problemas. “Vão fazer isso por conta da pressão popular”, concluiu.

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