Lesões comuns, mas nem sempre inofensivas: entender suas causas é o primeiro passo para cuidar melhor da saúde bucal
Quem nunca sentiu aquela dor incômoda ao comer uma fruta cítrica, escovar os dentes ou até conversar por causa de uma pequena ferida na boca? As aftas são frequentes e, embora geralmente desapareçam sozinhas, despertam dúvidas importantes: por que aparecem, o que pode desencadeá-las e quando deixam de ser algo simples?
As aftas são pequenas úlceras que surgem na mucosa oral, geralmente com o centro esbranquiçado ou amarelado e uma borda avermelhada. Apesar do tamanho reduzido, podem provocar dor significativa, pois atingem regiões sensíveis da boca.
O estresse é realmente o culpado?
O estresse pode contribuir para o aparecimento de aftas em pessoas predispostas, mas não é o único fator envolvido. Pequenos traumatismos, como morder acidentalmente a bochecha ou sofrer atrito de aparelhos e próteses, também podem desencadear lesões. Em alguns casos, episódios recorrentes estão associados a deficiências nutricionais, como falta de ferro, vitamina B12 ou folato.
É importante compreender que nem toda afta indica deficiência de vitaminas ou baixa imunidade. Quando as lesões se repetem com frequência, uma avaliação profissional pode ajudar a identificar possíveis fatores associados.
Afta e herpes são a mesma coisa?
Não. Essa é uma das confusões mais comuns. A afta típica não é contagiosa e costuma aparecer na parte interna dos lábios e das bochechas ou na língua. Já o herpes labial é causado por um vírus, pode ser transmitido por contato direto e frequentemente se manifesta com pequenas bolhas, especialmente na região externa dos lábios.
Diferenciar essas condições é importante para evitar tratamentos inadequados.
Quando uma afta merece atenção?
A maioria das aftas menores cicatriza espontaneamente em sete a 14 dias. Durante esse período, recomenda-se evitar alimentos muito ácidos, apimentados ou quentes, manter a higiene bucal com delicadeza e não aplicar substâncias caseiras diretamente sobre a lesão.
Entretanto, uma ferida que persiste por mais de duas semanas, aumenta de tamanho, sangra, reaparece frequentemente ou dificulta a alimentação precisa ser examinada por um dentista. Embora muitas lesões sejam benignas, úlceras persistentes podem ter outras causas e não devem ser ignoradas.
A boca é uma parte importante do organismo e merece atenção além da estética. Observar alterações, reconhecer sinais de alerta e buscar orientação profissional são atitudes simples que ajudam a preservar a saúde.
Afinal, uma pequena ferida nem sempre representa um grande problema — mas saber reconhecer quando ela precisa de atenção faz toda a diferença.

Dra. Sâmia Ribeiro – (11) 99269-1098
Cirurgiã-dentista | Clínica Criart Estética Orofacial
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