Vereador do União Brasil é alvo de denúncia por suposta quebra de decoro parlamentar; comissão terá até 90 dias para concluir apuração
A Câmara Municipal de São Caetano do Sul aprovou nesta terça-feira (8) a abertura de uma comissão processante para investigar o vereador Getúlio de Carvalho Filho, o Getulinho (União Brasil). A medida foi aprovada por 19 votos favoráveis e dois contrários (Olyntho Voltarelli e Bruna Biondi) e dá início a um procedimento que poderá resultar na perda do mandato do parlamentar.
Com a decisão do plenário, foi formada por sorteio uma comissão composta por três vereadores: presidente Cicinho Moreira,, relator Bruno Vassari e membro Welbe Macedo. O grupo terá prazo de até 90 dias para analisar as denúncias, reunir informações e elaborar um relatório sobre a existência ou não de eventuais infrações político-administrativas.
A denúncia foi apresentada pelo advogado Wilson Russo Piotto, que trabalhou como chefe de gabinete de Getulinho entre julho e outubro de 2025, e pelo servidor municipal Geová Ferreira de Oliveira Braz. Os denunciantes apontam possíveis violações ao decoro parlamentar e alegam que determinadas condutas seriam incompatíveis com as responsabilidades e a dignidade do cargo de vereador.
Durante o período de investigação, a comissão poderá analisar documentos e demais elementos relacionados às acusações antes de encaminhar suas conclusões ao plenário da Câmara.
Ao término dos trabalhos, o relatório deverá ser submetido à apreciação dos vereadores. Caso as infrações sejam reconhecidas pelo plenário e o processo resulte em cassação, Getulinho perderá o mandato. Conforme o procedimento mencionado na denúncia, a decisão também pode produzir efeitos sobre seus direitos políticos pelo período previsto na legislação.
Getulinho exerce seu primeiro mandato como vereador de São Caetano e foi eleito pelo União Brasil.

















