Biocomposto feito de borra de café leva alunos da Faculdade Engenheiro Salvador Arena ao 1º lugar em prêmio de inovação

Junho 19, 2026
Biocomposto feito de borra de café leva alunos da Faculdade Engenheiro Salvador Arena ao 1º lugar em prêmio de inovação

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Projeto desenvolvido por alunos de Engenharia de Alimentos da Faculdade Engenheiro Salvador Arena transforma resíduo orgânico em alternativa promissora para a produção de objetos e abre caminho para futuras aplicações na indústria de materiais sustentáveis

Um resíduo comum no dia a dia dos brasileiros, a borra de café, foi o ponto de partida para um projeto inovador desenvolvido por alunos da Engenharia de Alimentos da Faculdade Engenheiro Salvador Arena, 100% gratuita e mantida pela Fundação Salvador Arena. A equipe criou um biocomposto sustentável a partir da combinação entre PLA, polímero de origem renovável, e borra de café, com o objetivo de reduzir parcialmente o uso do polímero e agregar valor a um resíduo orgânico abundante.

Com a proposta, os estudantes conquistaram o 1º lugar no ZwickRoell Inspires, competição promovida pela alemã ZwickRoell, empresa líder mundial em máquinas para ensaios estáticos de materiais e presente em 56 países. A 3ª edição do prêmio reconhece projetos universitários que aplicam a ciência dos materiais na solução de problemas reais, com foco em inovação, viabilidade técnica, funcionalidade e potencial de aplicação comercial.

Embora a borra de café já seja estudada para aplicações como biocombustíveis e geração de energia, o grupo seguiu outro caminho ao transformar o resíduo em um biocomposto voltado à criação de materiais mais sustentáveis. A proposta apresenta uma alternativa promissora para a produção de objetos, ao combinar reaproveitamento de resíduos, redução parcial do uso de polímeros e desempenho técnico avaliado em ensaios mecânicos.

“O objetivo do projeto foi mostrar que um resíduo comum, muitas vezes descartado sem aproveitamento, pode ganhar uma nova função a partir da ciência dos materiais. A combinação entre borra de café e PLA permitiu desenvolver um biocomposto com potencial para aplicações em diferentes tipos de objetos, unindo sustentabilidade, inovação e viabilidade técnica”, afirma Giovana Roberta Alves, formanda em Engenharia de Alimentos, uma das integrantes do grupo que desenvolveu o projeto.

Durante o desenvolvimento, os alunos produziram amostras com diferentes concentrações de borra de café, como 5%, 10% e 15%, e realizaram ensaios para avaliar propriedades como tensão e deformação em comparação ao PLA. Os testes foram conduzidos com equipamentos de caracterização de materiais e ajudaram a demonstrar o desempenho da solução proposta.

O biocomposto pode ser aplicado na produção de objetos como peças, protótipos, embalagens rígidas, utensílios, suportes, vasos, brindes, itens decorativos e produtos feitos por impressão 3D. Essas possibilidades indicam caminhos para o reaproveitamento da borra de café na criação de materiais de maior valor agregado, com potencial para futuras aplicações industriais após novas etapas de teste, validação técnica e escala.

O projeto foi desenvolvido por alunos da Engenharia de Alimentos da FESA, com orientação dos professores Nilson Yukihiro Tamashir e Ricardo Trefiglio, professores dos cursos de Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Alimentos e Administração. Além do desenvolvimento técnico, a proposta também precisava demonstrar viabilidade como negócio e apresentar um protótipo funcional.

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