Mauá fica estagnada no Ideb enquanto demais cidades do ABC avançam no Ensino Médio

Agosto 06, 2026
Mauá fica estagnada no Ideb enquanto demais cidades do ABC avançam no Ensino Médio

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Município foi o único da região a não registrar crescimento no índice de desenvolvimento da educação básica divulgado pelo Inep

Mauá foi a única cidade do Grande ABC que não apresentou avanço no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2025 no Ensino Médio da rede estadual. Enquanto Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul registraram melhora em relação aos resultados de 2023, as escolas estaduais localizadas em Mauá permaneceram com índice de 4,4, repetindo o desempenho da avaliação anterior.

Os dados, divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), evidenciam um cenário que coloca Mauá na contramão da evolução observada nas demais cidades da região.

O resultado ganha ainda mais relevância porque ocorre em um momento em que o Estado de São Paulo atingiu seu melhor desempenho histórico no Ensino Médio. O índice estadual passou de 4,3 para 4,5, impulsionado por políticas voltadas à recomposição da aprendizagem, ampliação da carga horária em Língua Portuguesa e Matemática, tutoria pedagógica, acompanhamento individual dos estudantes e fortalecimento da frequência escolar.

Além disso, a edição de 2025 contou com a maior participação de alunos da história da rede estadual no Saeb, tornando os resultados ainda mais representativos da realidade das escolas paulistas.

Embora a responsabilidade pela gestão das escolas estaduais seja da Secretaria de Estado da Educação, os indicadores também refletem o ambiente educacional dos municípios e reforçam a necessidade de integração entre Estado e prefeituras para fortalecer políticas públicas voltadas aos jovens.

No caso de Mauá, o resultado acende um sinal de alerta para a administração do prefeito Marcelo Oliveira (PT). Enquanto municípios vizinhos conseguiram elevar seus indicadores, a cidade permaneceu sem evolução, demonstrando que ainda há desafios importantes na construção de um ambiente favorável ao aprendizado e ao desempenho dos estudantes.

A estagnação também amplia a pressão por iniciativas que incentivem a permanência dos jovens na escola, o apoio às famílias, programas complementares de educação e maior articulação entre o governo municipal e o Estado para contribuir com a melhoria dos indicadores educacionais.

Em um cenário de evolução regional, permanecer no mesmo patamar significa perder competitividade e deixar de acompanhar o ritmo de desenvolvimento das cidades vizinhas. Os números do Ideb reforçam que, para Mauá, o desafio não é apenas manter os índices, mas encontrar caminhos para recuperar terreno e garantir melhores oportunidades aos estudantes.

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