Às vezes, o que parece ser apenas um espaço no sorriso pode esconder uma situação que merece ser avaliada — e, em alguns casos, o tratamento pode ser mais simples quando planejado no momento certo.
“Dra., perdi um dente, mas não sinto nada. Será que realmente preciso resolver isso agora?”
Essa é uma dúvida muito comum no consultório.
E talvez seja justamente por isso que muitas pessoas passam meses ou até anos convivendo com a ausência de um dente.
Diferentemente de outros problemas odontológicos, a perda dentária nem sempre provoca dor. Na maioria das vezes, o paciente procura tratamento por outros motivos: começa a ter dificuldade para mastigar, sente insegurança para sorrir, percebe que os dentes estão mudando de posição ou simplesmente se incomoda com aquele espaço que ficou.
E existe ainda uma situação bastante comum: o paciente acredita que perdeu completamente o dente, mas, na verdade, ainda existe um fragmento ou uma raiz dentro do osso.
“Dra., acho que ficou um pedaço do dente…”
Tecnicamente, chamamos esses fragmentos de raízes residuais.
Elas podem permanecer na região após uma fratura, uma extração incompleta ou até mesmo depois de um longo período de perda dentária. Muitas vezes, o paciente nem sabe que aquela raiz está ali.
É nesse momento que uma avaliação adequada pode fazer toda a diferença.
Em determinadas situações, depois de uma avaliação clínica e dos exames de imagem, é possível remover a raiz residual e, quando as condições são favoráveis, realizar a instalação do implante no mesmo ato cirúrgico.
Essa possibilidade é conhecida como implante imediato.
Mas é importante esclarecer: isso não significa que toda raiz residual poderá receber um implante imediatamente. É necessário avaliar cuidadosamente a região, a condição dos tecidos, a presença ou não de infecção, a quantidade de osso disponível e, principalmente, se será possível obter a estabilidade necessária para o implante.
Por isso, planejamento é fundamental.
E se eu perdi o dente há muito tempo?
Nesse caso, também não significa que seja tarde demais.
Quando um dente é perdido, o osso daquela região pode sofrer alterações ao longo do tempo. Os dentes vizinhos também podem se movimentar e o dente da arcada oposta pode migrar em direção ao espaço.
Essas mudanças acontecem gradualmente e podem passar despercebidas.
Por isso, quanto mais tempo passa, mais importante se torna avaliar as condições atuais da região antes de definir o tratamento.
Em alguns pacientes, existe osso suficiente para a instalação do implante. Em outros, pode ser necessário realizar algum procedimento complementar para reconstruir ou preparar a área.
Cada caso tem uma história diferente.
O objetivo não é simplesmente “colocar um implante”
Quando um paciente procura tratamento, normalmente ele não está preocupado apenas com o implante.
Ele quer voltar a comer melhor.
Quer sorrir sem esconder o espaço.
Quer recuperar segurança.
Quer voltar a sentir que aquele dente faz parte da sua vida cotidiana.
Por isso, o planejamento de um implante deve considerar muito mais do que a simples substituição de um elemento dentário.
É preciso avaliar a estrutura óssea, a posição dos dentes, a mordida, a estética do sorriso, a saúde dos tecidos e as expectativas do paciente.
O objetivo é buscar uma reabilitação que devolva função, conforto, segurança e naturalidade.
Talvez o primeiro passo não seja colocar um implante
Se você perdeu um dente recentemente, se convive há anos com um espaço ou até mesmo se acredita que ficou uma raiz ou um fragmento dental na região, não é necessário tomar uma decisão sozinho.
O primeiro passo é descobrir o que realmente existe naquela região e quais possibilidades de tratamento estão disponíveis para o seu caso.
Em alguns pacientes, uma avaliação precoce pode permitir um tratamento mais simples e preservar melhor as condições existentes.
Em outros, o planejamento poderá indicar a necessidade de etapas adicionais antes da instalação do implante.
O importante é não deixar que a ausência de dor dê a impressão de que nada precisa ser feito.
A perda de um dente não precisa significar perder qualidade de vida, segurança para mastigar ou liberdade para sorrir.
E, muitas vezes, quanto antes entendemos o que está acontecendo, mais possibilidades temos para planejar o tratamento.

Dra. Sâmia Ribeiro – (11) 99269-1098
Cirurgiã-dentista | Clínica Criart Estética Orofacial
Alameda São Caetano, 919 – Sala 6 – Barcelona
São Caetano do Sul – SP















