Projeto de Luiz Fernando propõe funcionamento 24h das Delegacias da Mulher no Estado de São Paulo

Julho 30, 2025
Projeto de Luiz Fernando propõe funcionamento 24h das Delegacias da Mulher no Estado de São Paulo

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Com base em dados alarmantes sobre a violência contra a mulher no Brasil, o deputado estadual Luiz Fernando T. Ferreira (PT) apresentou na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº /2025, que propõe o funcionamento ininterrupto das Delegacias de Polícia de Defesa da Mulher em todo o Estado de São Paulo.

A proposta estabelece que todas as delegacias voltadas ao atendimento de vítimas de violência doméstica devem operar 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive aos fins de semana e feriados. Atualmente, muitas dessas unidades encerram o expediente à noite, justamente nos períodos em que grande parte das agressões acontecem.

Segundo a justificativa do projeto, uma pesquisa realizada pelo Datafolha em março de 2025, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que 37,5% das mulheres brasileiras sofreram algum tipo de agressão nos últimos 12 meses — o maior índice da série histórica da pesquisa “Visível e Invisível”, iniciada em 2017. O levantamento também mostra que 10,7% das mulheres relataram ter sofrido abuso sexual ou relação forçada.

Outro dado preocupante é que 91,8% das agressões ocorreram na presença de terceiros, sendo que os principais agressores são parceiros íntimos - cônjuges, companheiros ou namorados - e 57% dos casos ocorreram dentro da residência da vítima.

“A violência doméstica não tem hora para acontecer. Por isso, é incoerente que as delegacias da mulher estejam fechadas justamente no período noturno ou nos fins de semana, quando muitas mulheres estão em casa com seus agressores”, argumenta o deputado na justificativa da proposta.

O texto do projeto prevê que, nos horários de menor movimento, como à noite ou em feriados, o efetivo das delegacias poderá ser reduzido, desde que seja garantido o atendimento emergencial às vítimas.

O Poder Executivo terá um prazo de 60 dias, a partir da publicação da lei, para regulamentar sua implementação. As despesas para garantir o funcionamento 24h serão cobertas por dotações orçamentárias já previstas, podendo ser suplementadas se necessário.

A proposta ainda será analisada pelas comissões temáticas da Assembleia antes de seguir para votação em plenário. Caso aprovada, representará um avanço importante no combate à violência de gênero no estado.

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