Hospital da Mulher reforça significado do Teste do Pezinho no diagnóstico de doenças raras

Fevereiro 28, 2026
Hospital da Mulher reforça significado do Teste do Pezinho no diagnóstico de doenças raras

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Exame é realizado entre o 3º e o 5º dia de vida e permite identificar precocemente doenças que podem comprometer o desenvolvimento infantil

Em alusão ao Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado em 28 de fevereiro, o Hospital da Mulher (HM) de São Bernardo reforça a importância do Teste do Pezinho como ferramenta essencial para o diagnóstico precoce de doenças raras. O exame, ofertado gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), é simples, rápido e pode transformar o futuro de milhares de crianças ao possibilitar tratamento imediato e prevenção de complicações.

Realizado por meio da coleta de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido, o Teste do Pezinho integra o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) e deve ser feito, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, podendo ser coletado entre o 3º e o 7º dia, sem prejuízo da qualidade da triagem. Para maior precisão diagnóstica, é necessário que o recém-nascido já tenha iniciado a alimentação láctea por pelo menos 48 horas.

DIAGNÓSTICO PRECOCE - O exame permite identificar doenças genéticas, metabólicas, endócrinas e hematológicas que não apresentam sintomas ao nascimento, mas que podem causar sequelas graves se não tratadas de forma oportuna.

Na fase IV do Programa Nacional de Triagem Neonatal, o teste básico rastreia seis doenças: fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias; hipotireoidismo congênito; doença falciforme e outras hemoglobinopatias; fibrose cística; hiperplasia adrenal congênita; e deficiência de biotinidase.

ACESSO - Como a alta hospitalar geralmente ocorre antes do 3º dia de vida, São Bernardo organiza o fluxo de forma integrada entre maternidade e Atenção Básica. Bebês com alta precoce recebem orientação ainda no hospital e são encaminhados à UBS (Unidade Básica de Saúde) de referência para realização do exame no prazo recomendado. Já recém-nascidos internados ou com permanência prolongada realizam a coleta ainda durante a internação.

Em situações específicas, como prematuridade, internação em UTI neonatal ou transfusão sanguínea, pode ser necessária nova coleta, conforme orientação técnica.

CUIDADO HUMANIZADO - No Hospital da Mulher, o procedimento é realizado com técnicas que priorizam o conforto do bebê e da mãe. A técnica de enfermagem Ketley Cristina da Silva Pimenta, que atua na maternidade, explicou que o exame dura, em média, até dois minutos e é feito de forma humanizada. “O teste do pezinho é um procedimento que praticamente não dói. Quando possível, colocamos o bebê no peito da mãe durante a coleta. Isso acalma o recém-nascido, facilita a coleta e torna o processo mais rápido. A gente tenta fazer com apenas uma picadinha, para que flua bem e seja o mais tranquilo possível”, relatou.

A enfermeira Amanda Sola, do Hospital da Mulher, pontuou que o tempo correto de realização do exame é determinante para a eficácia da triagem. “O teste do pezinho é fundamental para detectar precocemente doenças raras, metabólicas e neurológicas. Aqui na maternidade ele é realizado a partir de 48 horas de vida. Quando não é possível fazer no hospital, a família é encaminhada para a rede básica, garantindo que o exame seja feito entre o 3º e o 5º dia de vida”, explicou.

COMPROMISSO - A diretora técnica do Hospital da Mulher, Dra. Adlin Veduato, destacou que o exame representa uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública na primeira infância. “O teste do pezinho é uma política consolidada e essencial para o cuidado neonatal. Garantir que todos os recém-nascidos realizem o exame no período adequado significa ampliar as chances de diagnóstico precoce, iniciar o tratamento oportunamente e reduzir riscos de sequelas graves. É um compromisso do Hospital da Mulher com a qualidade assistencial, com a segurança do paciente e com o futuro das nossas crianças”, afirmou.

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